O imigra voltou as noites de futebol português.
Sabados e domingos a caminho de um restaurante, perto de casa, longe do país.
Noite de domingo para ver o Benfica receber em casa, la na Luz, o Braga.
E á chegada, a porta que abre, para um Portugal á distancia de uma viagem de autocarro.
As pessoas, as bebidas, os modos e desta vez até calhou assistir a um jantar de aniversário.
Aquele Portugal que encontro no restaurante não é igual ao Portugal cosmopolita que encontro na cidade de Lisboa, na cidade do Porto, nos meus amigos.
É um Portugal que tem uns anos de atraso.
É aquele Portugal que ainda pensa que lá, na terra natal, é que se está mal.
É um Portugal tatuado de preconceitos que de fora para dentro tenta manter a imagem que nós, aqui, no estrangeiro é que somos modernos.
Gostei, voltarei sempre que estiver por Londres, sempre que houver jogo e sempre que eu sinta saudades do meu Portugal do preconceito, do Portugal da fuga para a frente.
Bitoque, sumol de ananás, bolo de bolacha e água do Luso.
Como noutro texto já aqui publicado, têm de tudo e eu não deixei passar nada ao lado.
Hoje ja não estou espantado, surpreso ou emocionado. Estou apenas satisfeito.
O Benfica ganhou, afinal, não ha novidades.
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